Estamos tão envolvidos em nossas atividades do dia-a-dia que nem percebemos o tempo passar. E muito menos pensar na origem de algo tão costumeiro, a semana. De onde surgiu a semana? Vamos lá!
Para começar, a palavra semana vem do latim septmana, que significa sete manhãs, era usado na Antiga Roma. O conceito de semana com 7 dias veio da duração de cada período lunar marcante ou da adoração aos sete astros errantes (o sol, lua e os planetas) pelos babilônios.
O domingo era dedicado ao Sol, a segunda-feira à Lua, a terça à Marte, quarta à Mercúrio, quinta à Júpiter, sexta à Vênus e sábado a Saturno. Diversas línguas modernas como o espanhol, inglês, francês e alemão, utilizam como base o nome destes astros em latim para nomear os dias da semana: Solis, Lunae, Martis, Mercurie, Jovis, Veneris e Saturni.
A língua portuguesa não seguiu essas denominações pela influência do cristianismo. As comemorações da Páscoa Cristã, originalmente, duravam uma semana de orações. Os dias da Páscoa eram chamados feriaes em latim, significa feriados. O domingo era chamado de feria-prima, a segunda era feria-segunda e assim por diante. O sábado vem da palavra latina Shabbath, que corresponde ao dia de descanso dos Hebreus. A denominação domingo usada pelos povos latinos se origina da substituição de feria-prima por dominica, imposta pelo imperador Flávio Constantino (280-337 d.C.), o que significa " o dia do Senhor", quando houve a conversão do imperador ao cristianismo.
Gostou, deixe seus comentários ai!!!
Até a próxima, abraços!
quarta-feira, 6 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O que são as Constelações?
Constelação de órion
Constelações, sabe o que são?
Se sua resposta é não, é preciso aprender, pois é um conceito básico da Astronomia. Se você já sabe, leia também ;)
Uma constelação é uma simples configuração, um "desenho" projetado no céu, formado por linhas imaginárias conectando estrelas visíveis. Esses "desenhos" são associados a objetos, heróis, deuses dos povos que imaginaram esses conjuntos de estrelas.
A palavra constelação tem origem na palavra latina constellatio que significa "reunião de astros". No entanto, quando dizemos união de astros, não quer dizer que as estrelas de uma constelação estejam próximas umas às outras, ou interagindo gravitacionalmente, na grande maioria elas estão muito distantes entre si.
As 48 constelações clássicas foram reunidas por Ptolomeu em 137 d.C. Parte dessas constelações simboliza estórias e mitologias vindas dos povos da antiguidade, como os da Mesopotâmia e Egito. Em 1929, a União Astronômica Internacional (UAI) estabeleceu uma cartografia completa do céu contendo 88 constelações no total.
As 40 acrescentadas na era moderna foram definidas na época das grandes navegações. Simbolizavam animais do "novo mundo" e objetos usados na navegação oceânica. Portanto essas constelações mais recentes situam-se no nosso hemisfério, o Sul.
O céu noturno do hemisfério sul
Deixem comentários!!! Até a próxima pessoal.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Características Mais Importantes de um Telescópio
Bem pessoal, na postagem anterior falamos sobre os dois principais tipos de telescópios, o refrator e refletor. Nesse post vamos valor sobre algumas características básicas sobre a óptica que é bom saber, principalmente se você planeja comprar um desses. Vamos lá!
Os telescópios, tanto o refrator quanto o refletor, têm características relevantes:
AUMENTO
Aumento é a capacidade que esses equipamentos têm em aumentar o diâmetro angular dos astros, fazendo com que elas pareçam estar mais próximos.
ABERTURA DA OBJETIVA
Uma característica importantíssima é a abertura do telescópio, que nada mais é que o diâmetro da lente objetiva ( no caso dos telescópios refratores) ou do espelho primário ( no caso dos telescópios refletores). Como dissemos, o telescópio é dotado de uma lente ou espelho que coleta a luz do astro para depois aumentá-la, logicamente, quanto maior a abertura, mais luz é coletada. É aqui que temos um ponto chave, pois disso que saem outras características de grande importância, vejamos:
Poder Separador - é a capacidade que um telescópio tem de separar objetos angularmente muito próximos. Explicando melhor, se você desenhar dois pontos próximos em uma folha de papel e for afastando ele de você até que não é possível mais distinguir os dois pontos, vendo somente como se fosse um ponto, eles estão a uma distância angular de 2'' de arco ( dois minutos de arco) que é o limite do olho humano de separar objetos. Isso acontece com telescópios também, diâmetros maiores implicam em poder de separação maior, uma resolução maior.
Essas estrelas, a olho nu, são vistas como uma única, porque extrapolam o limite do poder separador do olho humano. Mas com um telescópio, é possível separá-las angularmente, ou seja, veríamos duas estrelas.
Magnitude Limite - magnitude, em uma explicação simplista, é o brilho de um astro. Magnitude positiva ( por exemplo, 2,10,11) são objetos que emitem pouca luminosidade, magnitude negativa ( -1,-10,-6) são astros que são muito claros como o sol, lua, a maioria dos planetas. Então, magnitude limite pode ser definida como o menor brilho possível de ser observado. É uma característica ligada também à abertura do telescópio. Nosso olho, por exemplo, consegue ver astros de até a magnitude 6, abaixo disso é invisível para nós. A título de curiosidade, a lua cheia tem uma magnitude de cerca de -12, o sol cerca de -26. É muito claro.
Pessoal, espero que tenha sido esclarecedor para todos. Um telescópio têm essas características, que são, na minha opinião, as mais importantes, que todos têm que saber, principalmente na hora de comprar um telescópio. Futuramente, postarei outras características, não menos importantes, desse instrumentos, e também de acessórios indispensáveis.
Deixem seus comentários!!!
Abraços.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Principais Tipos de Telescópios
A beleza da Astronomia é impressionante, e para aprofundarmos (literalmente) nesse maravilhoso mundo nada melhor do que observar o céu com um telescópio. Muitos não sabem, ou têm poucas informações, sobre esse instrumento. Então vamos lá!
Telescópio é um aparelho que faz com que a imagem de objetos distantes sejam ampliados. Ele é constituído de uma lente (ou espelho primário) na parte superior de um tubo (ou no fundo, no caso dos refletores), que se chama Objetiva, e uma lente menor na parte inferior onde se posiciona o olho, que se chama Ocular.
O telescópio surgiu no início do século XVII na Europa por um fabricante de lentes para melhor visualização de óperas. Mas somente foi utilizado para a função convencional por Galileu em 1610, que construiu o seu próprio. Ele utilizou o modelo refrator, bem rudimentar.
Basicamente podemos dividir em dois grupos, os telescópios REFRATORES e telescópios REFLETORES.
Telescópio é um aparelho que faz com que a imagem de objetos distantes sejam ampliados. Ele é constituído de uma lente (ou espelho primário) na parte superior de um tubo (ou no fundo, no caso dos refletores), que se chama Objetiva, e uma lente menor na parte inferior onde se posiciona o olho, que se chama Ocular.
O telescópio surgiu no início do século XVII na Europa por um fabricante de lentes para melhor visualização de óperas. Mas somente foi utilizado para a função convencional por Galileu em 1610, que construiu o seu próprio. Ele utilizou o modelo refrator, bem rudimentar.
Basicamente podemos dividir em dois grupos, os telescópios REFRATORES e telescópios REFLETORES.
TELESCÓPIOS REFRATORES
Esse tipo de telescópio se utiliza da refração da luz por meio de lentes ( daí o seu nome). Sua objetiva é uma lente que recebe a luz do astro observado, converge (concentra) essa luz em um ponto, que se chama foco, e, por sua vez, a ocular desempenha seu papel, aumentando essa imagem.
Esquema da organização dos componentes da óptica em um telescópio refrator.
Esse tipo de telescópio também é chamado de luneta. Infelizmente esse tipo de telescópio apresenta a chamada Aberração Cromática. Esse efeito indesejável é gerado pela refração da luz. A luz branca é constituída de diferentes cores, e cada cor tem um foco diferente, gerando uma imagem com um "arco-íris" ao redor do astro observado. Isso destroi a qualidade de imagem. Veja abaixo esse efeito:
Aberração cromática.
Contudo, para minimizar esse efeito, é utilizada objetivas acromáticas. Esse tipo de lente é constituída não por uma única, mas por duas ou mais lentes acopladas para corrigir a diferença de foco de cada cor.
Uma grande vantagem desse telescópio é a rigidez da estrutura, os componentes ópticos não desalinham facilmente, além de não sofrerem com a diferença de densidade do ar no tubo, o que causa distorções na imagem no telescópio refletor.
TELESCÓPIOS REFLETORES
Já os telescópios refletores se diferem dos refratores basicamente pela substituição da lente objetiva, por um ESPELHO ( daí o nome "refletor"), chamado espelho primário. Esse modelo do instrumento foi concebido por Newton em 1668, uma opção para se conseguir maiores aberturas e sem a temível aberração cromática, pois nesse tipo de telescópio não há refração da luz, e sim reflexão.

Telescópio Refletor
O modelo básico, chamado de Newtoniano, é constituído pelo espelho primário parabólico ou esférico ( essas duas formas de superfície é que fazem com que a luz se concentre em um foco) no fundo do tubo. Ele recebe a luz do astro e converge em direção a um outro espelho plano, chamado de secundário, que reflete perpendicularmente ao tubo, ou seja, a luz sai por um furo lateral na parte superior do tubo. É nesse ponto que se posiciona a lente ocular, e onde a imagem final é gerada.
Uma grande vantagem é não termos a aberração esférica, além de ser mais fácil a construção de um espelho e obter maiores diâmetros ( quanto maior o diâmetro, mais luz recebe, gerando um imagem melhor). Um ponto negativo é a facilidade de desalinhar os componentes desse sistema.
No próximo post, detalharemos sobre os telesópios refletores.
Deixem seus comentários. Abraço à todos.
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