quarta-feira, 1 de maio de 2013

Série Sistema Solar: Vênus

Nossa viagem pelo Sistema Solar continua, saímos de Mercúrio e agora nos encontramos em Vênus...



Muito conhecido como Estrela D'alva aqui no Brasil, por se apresentar antes do amanhecer e antes do anoitecer, mas como sabemos não é uma estrela e sim um planeta chamado Vênus.
Seu nome é latino e tem correspondência no grego como Afrodite, a deusa do amor, da beleza... Está a cerca de 108 milhões de quilômetros do Sol, é o segundo em distância a estrela, é o planeta mais brilhante visto aqui da Terra.
Enquanto Mercúrio é bem pequeno (2/5 do tamanho da Terra), Vênus é comparável ao nosso planeta, tendo apenas 650 km de diâmetro a menos.


Além do tamanho, Vênus é muito semelhante à Terra em composição química e massa. Mas algo é bastante diferente, sua atmosfera extremamente densa. Ela é composta por cerca de 97% de gás carbônico e os outros 3% é praticamente nitrogênio, a atmosfera que além de gerar uma pressão atmosférica cerca de 100 vezes maior do que a da Terra, faz a temperatura chegar a impressionantes 460°C devido ao super efeito estufa. Temperatura maior até do que Mercúrio! Suas nuvens são formadas por diversas substâncias, uma delas é o ácido sulfúrico. Devido a essa espessa atmosfera sua superfície só pode ser visualizada por radar.

Vênus guarda outras características bastante diferentes, por exemplo, seu movimento de rotação é oposto ao dos outros planetas, ou seja, enquanto na Terra o Sol nasce a leste e se põe a oeste, lá o Sol nasce a oeste e se põe a leste! Como se não bastasse essa esquisitice, é o único planeta em que o período de rotação (243 dias) dura mais do que o período de translação (225 dias). O dia em Vênus é maior que o ano!

Assim como Mercúrio, o planeta Vênus, por estar entre o Sol e a Terra, atravessa o disco solar em determinados momentos da história.


Esse fato ocorre aos pares com 8 anos entre cada acontecimento, em um período de cerca de 105 a 120 anos aproximadamente. Nesse século XXI o último acontecimento foi no ano passado, 2012, que fez parte do par 2004-2012. Os últimos trânsitos aconteceram nos finais do século XIX, em 1874-1882. Os próximos trânsitos serão no século XXII e acontecerão em 2117 e 2125.

Esse bonito e brilhante planeta pode ser visualizado por pequenas lunetas, telescópios, binóculos, no qual podemos observar suas fases, ou dependendo da abertura do instrumento, mais detalhadamente sua atmosfera.

Nossa viagem por Vênus termina aqui... Mas no próximo post vamos continuar essa viagem pelo belo Sistema Solar. Não percam!!!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Série Sistema Solar: Mercúrio

Em nossa viagem pelo sistema solar o destino de hoje é Mercúrio...


Este planeta está a aproximadamente 58 milhões de quilômetros do Sol, é o mais próximo do astro rei e também o menor de todos os planetas tendo apenas 60% do tamanho da terra. O nome Mercúrio vem do deus grego Hermes, filho de Zeus.

Ele tem uma atmosfera muito tênue, constituída por oxigênio, hidrogênio, sódio, potássio. Sua aparência é semelhante ao da Lua, cheio de crateras resultantes de choques de meteoritos, a maior das crateras é a chamada Bacia Caloris com cerca de 1.300 km de diâmetro proveniente de um impacto muito violento que até expulsou parte do manto do planeta.
Uma peculiaridade do planeta é sua variação de temperatura. que por sinal é a maior do sistema solar, as temperaturas oscilam entre -170°C na parte escura e  430°C na parte iluminada. Impressionante, não é?!!!
Em relação aos seus movimentos: sua translação ao redor do Sol dura 88 dias terrestres e sua rotação é de 59 dias terrestres.

Mercúrio é um planeta interior o que resulta na possibilidade de transitar em frente ao Sol. Esses "desfiles" do planeta frente a estrela ocorrem de 13 a 14 vezes a cada século e nos meses de maio ou novembro.

 A última passagem dele foi em 8 de novembro de 2006 e o próxima é daqui a 3 anos, em 9 de maio de 2016 e será visível completamente aqui da América do Sul, aguardem...


Nossa visita a Mercúrio termina agora, mas aguardem a próxima viagem pelo sistema solar...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Série Sistema Solar: O Sol

Olá a todos, iniciamos agora a nossa viagem pelo sistema solar. A cada semana iremos conhecer mais detalhadamente cada astro importante em nosso sistema. Boa viagem!!!



Ele já foi chamado de Hélio pelos gregos, Mitras pelos persas e Rá pelos egípcios, na viagem de hoje visitaremos o Sol, nosso astro rei.
Dentre todos os astros, o que mais influencia a nossa vida é, sem dúvidas, o querido Sol. Nos traz calor ( e muito, no caso do Brasil  rsrs), e vida a esse pequeno planeta chamado Terra. Como sabemos, na postagem de abertura dessa série, veja aqui, ele é o centro gravitacional do sistema solar. Em torno dele orbitam os outros corpos, é ele que mantém o sistema organizado. Ele tem cerca de 1,4 milhão de km em seu diâmetro equatorial, cerca de 109 Terras cabem em seu diâmetro!! Está a cerca de 150 milhões de km de distância de nós.

Mas na verdade, o que é o Sol? Bem, como a maioria sabe, ele é uma estrela. E é uma estrela típica, ou seja, das mais comuns do Universo. Portanto, o Sol sendo uma estrela é uma fonte de energia.
E essa energia é imensa! De toda a energia presente aqui na superfície da Terra, 99,98%  é proveniente dela!

E de onde vem toda esse energia colossal? Vem da fusão nuclear! Para quem não sabe, uma breve explicação: fusão nuclear é uma reação a nível do núcleo dos átomos. Essa reação é basicamente o processo de "juntar" núcleos de átomos menores e transformá-los em átomos maiores. No caso das estrelas, em sua grande maioria, os átomos de Hidrogênio são "juntados" para formar um átomo de Hélio. Nesse processo a energia liberada é imensa.

E por que ocorre isso? Bem, o Sol tem uma massa enorme ( muito grande mesmo), tendo, portanto, uma imensa força gravitacional que comprime fortemente sua matéria. Então a temperatura atinge, no núcleo da estrela, cerca de 15 milhões de graus, propiciando a fusão nuclear.

Toda essa energia é levada à superfície do Sol por meio da convecção, que nada mais é do que o movimento dos gases de sobe e desce, o calor sai da região mais quente (núcleo) subindo para a região mais fria (superfície) e descendo novamente, iniciando o ciclo. Ao chegar na sua superfície, essa energia é emitida em todas as direções, agora a emissão da energia se dá na forma de radiação, chegando até nós.
Uma curiosidade, essa energia que você vê do Sol em forma de luz chegando dentro de sua casa, demorou cerca de 1 milhão de anos para sair do núcleo da estrela, essa demora se dá pelo fato da dificuldade que é para essa energia sair de lá, muita matéria comprimida ( que sufoco né?). Uma outra, a luz do sol demora aproximadamente 8 minutos para chegar aqui, ou seja, se o Sol desaparecesse, levaríamos 8 minutos para descobrir.
Nosso Sol é incrível, no futuro vamos aprender muito mais sobre ele.

Gostou? Comente!
Aguarde os nossos próximos episódios, não perca!!! Nossa viagem só está começando...

quarta-feira, 20 de março de 2013

As Estações do Ano



Hoje, 20/03, iniciou às 8:02 da manhã o outono aqui no Hemisfério Sul e a pergunta é: Você sabe por quê há as estações do ano? Se não, leia este post, mas se sim, leia também ;) .

Para entendermos como acontecem as estações do ano, precisamos entender a dinâmica dos movimentos da Terra ao redor do Sol, pois estão intimamente ligados. Vejam a imagem abaixo:


Vemos nesta imagem o Eixo de rotação da Terra e o Plano da Eclíptica que é um plano imaginário da órbita da Terra ao redor do sol.



O Equador forma um ângulo de 23,5° aproximadamente em relação ao plano da eclíptica, ou seja, é inclinado, que se mantém durante toda a sua órbita.



Pela imagem acima vemos que ao longo do ano essa inclinação da Terra em relação ao plano de sua órbita (eclíptica) causa uma varição de luminosidade que atinge a Terra em diferentes localidades. Essa variação de luminosidade que gera os Solstícios e Equinócios, as estações do ano.



Nessa representação acima mostra perfeitamente o que foi dito anteriormente. Por exemplo, tomemos como referência o Hemisfério Sul, no dia 21/12 é o início do verão deste hemisfério, a luz do sol incide em ângulo reto ao Trópico de Capricórnio, o sol fica a pino, portanto esquenta mais e é o dia mais longo do ano. Nesse mesmo período no Hemisfério Norte, acontece o oposto, é inverno e os raios do sol estão mais inclinados, portanto ficando mais frio e é o dia de menor duração do ano. São os Solstícios de inverno e de verão ( solstício vem do latim solstitium que significa Sol parado). Quando é inverno no Hemisfério Sul, o Sol fica a pino no Trópico de Câncer.

Além disso, existem as estações que fazem esta transição, são os Equinócios ( palavra de origem latina que significa noites de iguais duração). Nessas duas épocas do ano, 20 ou 21/03 e  22/09, o Sol incide com mais intensidade na região da linha do Equador, ou seja, os raios solares ficam em ângulo reto no equador, o sol fica a pino ali. Nos exatos dias dos equinócios, a noite e o dia claro têm a mesma duração de 12 horas. Da mesma forma que acontece nos solstícios, essas estações se alternam nos hemisférios. Enquanto um é Outono, no outro é Primavera.

Aproveitem o outono e deixem seus comentários ai embaixo!

Abraços.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...