quarta-feira, 19 de junho de 2013

Série Sistema Solar: Netuno

Depois da visita ao planeta  Urano na semana passada, chegamos agora ao planeta Netuno...

Planeta Netuno fotografado pela sonda Voyager 2.   Fonte: Wikipedia
Após a descoberta de Urano, percebeu-se que os cálculos matemáticos não reproduziam com exatidão a órbita deste planeta. Sugeriu-se, então, que poderia haver um outro planeta que estaria provocando as perturbações na órbita de Urano. Em 1845 o matemático John Adams (1819-1892) e pouco depois o astrônomo francês Urbain Le Varrier (1811-1877) previram a existência de Netuno, que foi, então, observado pelo astrônomo alemão Johann Galle (1812-1910) e H. L. d’Arrest em 1846. Isso foi um triunfo para a ciência, pois pela primeira vez um planeta não foi descoberto, mas sim previsto.
Urbain Le Varrier, previu a existência do Planeta Netuno.   Fonte: Wikipedia
Netuno está a cerca de 4,5 bilhões de quilômetros do Sol, é o 8° planeta em distância do astro rei. É cerca de 17 vezes mais massivo do que a Terra.  Como Netuno está tão distante do Sol, sua temperatura média fica em torno dos -218°C.

Comparação das dimensões entre a Terra e Netuno.    Fonte:  www.cdcc.usp.br

Sua atmosfera é bem semelhante a de Urano, cerca de 80% é constituída de hidrogênio e 19% de hélio, o restante são outros gases. Netuno também tem padrões de uma atmosfera ativa. Por falar em ativa é lá que estão os ventos mais fortes dentre os planetas do Sistema Solar, a velocidade atinge a marca dos 2.100 km/h!

O planeta tem 13 satélites naturais conhecidos, o maior deles é Tritão, que foi descoberto por William Lassell apenas 17 dias após a confirmação da existência de Netuno, os outros 12 só foram descobertos no século XX.
William Lassell, descobridor de Tritão.   Fonte: Wikipedia
Este satélite é o maior de todos os outros, com cerca de 2.700 quilômetros de diâmetro. Além disso, Tritão é um satélite ativo possuindo vulcões de gelo. De todos os corpos do Sistema Solar, a atividade vulcânica só está presente na Terra, Vênus, em Io ( lua de Júpiter) e Tritão.


Assim como os outros planetas jovianos, Netuno também tem um sistema de anéis, mesmo sendo bem finos e escuros, praticamente invisíveis da Terra. Só foram descobertos em 1984.

Sistema de anéis do planeta Netuno. São bem finos e escuros.     Fonte: www.uranoort.no.sapo.pt
Nossa visita pelo planeta Netuno termina aqui, mas a viagem continua na próxima semana, não perca!!!

Bons Céus à todos!!!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Série Sistema Solar: Urano

Planeta Urano.    Fonte: Wikipedia
Continuemos nossa viagem pelo Sistema Solar, chegamos agora ao planeta Urano...

Urano é o 7° planeta em distância do Sol. Seu nome vem do deus grego que personifica o céu. Observações deste planeta foram feitas desde os fins do século XVII, mas foi confundido como sendo uma estrela, devido a seu lento movimento, quase imperceptível. Somente nos fins do século XVIII, em 1781, que o astrônomo alemão, Willian Hershel (1738-1822) descobriu que se tratava de mais um planeta. Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto na era moderna.

O planeta é gasoso e está, em média, a 3 bilhões de quilômetros do Sol.  O período de translação de Urano é de aproximadamente 84 anos terrestres e o dia lá tem duração um pouco superior a 17 horas. Sua atmosfera é composta basicamente de hidrogênio e hélio, mas contém também o gás metano e água em proporções menores.

O período de translação de Urano é de 84 anos.    Fonte: Wikipedia.org
Os ventos na atmosfera do planeta podem atingir o patamar dos 900km/h. Mas não para ai, a temperatura mínima da atmosfera chega a -224°C, a mais fria atmosfera planetário de todo o Sistema Solar!

Urano, assim como Júpiter e Saturno, também possui um sistema de anéis.

Sistema de anéis do planeta Urano.    Fonte: www.ccvalg.pt
Esse sistema de anéis foi descoberto em 1977. São muito finos, os objetos que constituem os anéis variam de micrômetros a frações de metro de tamanho.

Urano tem 27 satélites naturais conhecidos e foram nomeados segundo obras de William Shakespeare, os principais são Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon.

As 5 principais "luas" de Urano.     Fonte: Wikipedia.org 
O maior dos satélites naturais é Titânia, com apenas 1.576 km de diâmetro aproximadamente.

A principal curiosidade que Urano nos mostra é a posição de seu eixo que se encontra quase que no mesmo plano do Sistema Solar, ou seja como se fosse uma bola rolando em uma órbita! Curioso, não?! E isso traz estações bem esquisitas. No período dos solstícios, os polos passam por um período de 42 anos de escuridão, no caso do inverno, e 42 anos de claridade, no caso do verão!

Urano é visível a olho nu, mas será bem difícil, pois sua magnitude é em torno de +5 a +6, no limite do olho humano que consegue enxergar objetos de até +6,5 magnitudes. Portanto, a melhor saída são os telescópios que com objetivas entre 15 e 23 cm de diâmetro já é possível vê-lo como um pálido disco cinza. Telescópios com aberturas superiores a 25 cm  possibilita a visualização de algumas características de sua atmosfera.

Nossa visita ao interessante planeta Urano termina aqui, mas não se esqueça, semana que vem tem mais!!...

Bons Céus à todos!!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Série Sistema Solar: Saturno

Planeta Saturno fotografado pela sonda Cassini.     Fonte: Wikipedia

A viagem pelo Sistema Solar continua... Saímos de Júpiter e nos direcionamos à Saturno...

Saturno é o sexto planeta em distância do Sol, está a cerca de 1 bilhão e 418 milhões de quilômetros da estrela. Seu nome vem do romano e seu correspondente na mitologia grega é Cronus. Depois de Júpiter, Saturno é o maior planeta do Sistema Solar.

Assim como Júpiter, Saturno é um planeta gasoso, com uma atmosfera  rica em hidrogênio, cerca de 97% da constituição atmosférica. O diâmetro do planeta mede cerca de 120 mil quilômetros na região equatorial.
O planeta leva 29 anos terrestres para completar uma volta ao redor do Sol e o dia lá tem duração de pouco mais de 10 horas.

O planeta é visível a olho nu e sua primeira observação feita por instrumento óptico foi realizada por Galileu Galilei com sua rústica luneta em 1610. Devido a baixa qualidade de seu instrumento ele confundiu os anéis de Saturno como sendo duas imensas luas! Somente em 1659, Huygens observou com clareza os anéis desse planeta.

Saturno tem bandas atmosféricas, como é possível ver na imagem do início do artigo, mas muito pouco nítidas, bem diferente das de Júpiter que são bem visíveis. Mas, diferentemente do anel de Júpiter, os anéis de Saturno são bem visíveis, e belíssimos. Com pequenos instrumentos, já são visíveis.

Anéis de Saturno.   Fonte: Wikipedia
Seu sistema de anéis é formado por partículas de gelo e poeira de tamanhos que variam de milésimos de milímetro a dezenas de metros. Apesar de sua grande extensão, são extremamente finos, não passando de 1,5 quilômetro. Para se ter uma ideia, imaginemos um disco do tamanho de um quarteirão com uma espessura  de um centésimo de milímetro! A melhor visualização dos anéis de saturno é feita quando este está em oposição, observe a imagem abaixo:

Oposições de Saturno no período de 2001-2029.   Fonte: Wikipedia
Vemos os anos em que Saturno nos mostra com total beleza seus anéis.

Assim como Júpiter, o planeta Saturno tem muitos satélites naturais, ao menos 60, os maiores são:  Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hipérion, Jápeto e Febe. Sendo Titã o maior deles, tendo um diâmetro maior do que o planeta Mercúrio!
Titã e Encélado, são de grande interesse para os cientistas, pois possuem água líquida a pouca profundidade, além de metano na atmosfera, semelhante à Terra primitiva.

Nossa visita ao, na minha opinião, o planeta mais belo de todos, termina aqui, mas a viagem não termina... Na próxima semana tem mais!!

Bons Céus!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Série Sistema Solar: Júpiter

Planeta Júpiter.    Fonte: revistadeciframe.com
Continuamos nossa viagem pelo Sistema Solar... E nosso destino de hoje é Júpiter...

Júpiter, nome que corresponde, no grego, ao deus Zeus, o maior e mais poderoso do Olimpo... O planeta faz jus a esse nome, não é mesmo?... É o maior do Sistema Solar, é o quinto em distância do Sol, estando em média a 800 milhões de quilômetros da estrela...

Júpiter tem cerca de 141 mil quilômetros de diâmetro, 11 vezes a Terra,  possui uma massa 2,5 vezes maior que todos os planetas do Sistema Solar juntos! Júpiter é um planeta gasoso - planetas gasosos são chamados também de jovianos - ou seja, não é rochoso como os planetas telúricos ( Terra, Vênus, Marte e Mercúrio), apesar de possuir um núcleo sólido. Sua temperatura média é cerca de -108°C.

Sua atmosfera é composta basicamente de Hidrogênio e Hélio, mas também há amônia, metano em proporções bem pequenas. Sua atmosfera é bem turbulenta, os ventos por lá atingem o patamar de 600km/h!

Uma anomalia bem conhecida de sua atmosfera é a Grande Nuvem Vermelha:

Grande Mancha Vermelha em Júpiter.   Fonte: imperiumsolis.blogspot.com
Os ventos nessa tempestade atingem cerca de 500km/h. Ela está lá a muito tempo, datado desde do século XVII. Além da idade, impressiona as dimensões, possui em torno de duas vezes o tamanho da Terra!

Júpiter tem um dia bem curto, em torno de 10 horas e um ano lá, corresponde a cerca de 12 anos terrestres.

O maior planeta do Sistema Solar tem 63 satélites naturais confirmados. Uma boa parte, cerca de 47, são bem pequenos, com diâmetro da ordem de 10km de diâmetro. Os maiores, e conhecidos, são: Ganimedes, Calisto, Io e Europa. Há um destaque maior para Ganimedes, pois ele é o maior satélite de todo Sistema Solar, é maior até mesmo do que Mercúrio! Essas quatro "luas" são também chamadas de galileanas, pois foram vistas pela primeira vez por Galileu Galilei em 1610.

Maiores satélites de Júpiter sendo comparados com o diâmetro da nossa Lua.
Fonte: obaricentrodamente.blogspot.com 
Esses satélites têm características interessantes e importantes para a ciência. Além da singularidade de Ganimedes, Io é um dos poucos corpos do Sistema Solar que possui atividade vulcânica e é bem provável que haja oceanos líquidos especialmente em Europa.

 As belezas desse planeta não param por ai. Poucos sabem é que Júpiter também tem anéis! Claro que são invisíveis para nós aqui na Terra, porque são muito finos e tênues. Provavelmente são fruto de poeiras vindas de seus satélites.

Silhueta dos anéis de Júpiter fotografada pela sonda Galileo.
Fonte: wikipedia.org
Várias sondas já foram enviadas ao planeta ou passaram por lá nas últimas décadas. Destaque para as Voyager e para a sonda Galileo (imagem acima foi feita à partir dela). Para o futuro, em 2016 a sonda Juno, que foi lançada em 2011, deve chegar em Júpiter. Espera-se que ela dê muitas informações da atmosfera do gigante gasoso.

Para quem gosta de observar o céu, Júpiter é visível a olho nu. Mas com pequenos binóculos já é possível distinguir os seus 4 maiores satélites. Bons Céus!

Nossa visita ao gigante gasoso termina aqui, mas a viagem continua... Não perca!
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