quarta-feira, 19 de junho de 2013

Série Sistema Solar: Netuno

Depois da visita ao planeta  Urano na semana passada, chegamos agora ao planeta Netuno...

Planeta Netuno fotografado pela sonda Voyager 2.   Fonte: Wikipedia
Após a descoberta de Urano, percebeu-se que os cálculos matemáticos não reproduziam com exatidão a órbita deste planeta. Sugeriu-se, então, que poderia haver um outro planeta que estaria provocando as perturbações na órbita de Urano. Em 1845 o matemático John Adams (1819-1892) e pouco depois o astrônomo francês Urbain Le Varrier (1811-1877) previram a existência de Netuno, que foi, então, observado pelo astrônomo alemão Johann Galle (1812-1910) e H. L. d’Arrest em 1846. Isso foi um triunfo para a ciência, pois pela primeira vez um planeta não foi descoberto, mas sim previsto.
Urbain Le Varrier, previu a existência do Planeta Netuno.   Fonte: Wikipedia
Netuno está a cerca de 4,5 bilhões de quilômetros do Sol, é o 8° planeta em distância do astro rei. É cerca de 17 vezes mais massivo do que a Terra.  Como Netuno está tão distante do Sol, sua temperatura média fica em torno dos -218°C.

Comparação das dimensões entre a Terra e Netuno.    Fonte:  www.cdcc.usp.br

Sua atmosfera é bem semelhante a de Urano, cerca de 80% é constituída de hidrogênio e 19% de hélio, o restante são outros gases. Netuno também tem padrões de uma atmosfera ativa. Por falar em ativa é lá que estão os ventos mais fortes dentre os planetas do Sistema Solar, a velocidade atinge a marca dos 2.100 km/h!

O planeta tem 13 satélites naturais conhecidos, o maior deles é Tritão, que foi descoberto por William Lassell apenas 17 dias após a confirmação da existência de Netuno, os outros 12 só foram descobertos no século XX.
William Lassell, descobridor de Tritão.   Fonte: Wikipedia
Este satélite é o maior de todos os outros, com cerca de 2.700 quilômetros de diâmetro. Além disso, Tritão é um satélite ativo possuindo vulcões de gelo. De todos os corpos do Sistema Solar, a atividade vulcânica só está presente na Terra, Vênus, em Io ( lua de Júpiter) e Tritão.


Assim como os outros planetas jovianos, Netuno também tem um sistema de anéis, mesmo sendo bem finos e escuros, praticamente invisíveis da Terra. Só foram descobertos em 1984.

Sistema de anéis do planeta Netuno. São bem finos e escuros.     Fonte: www.uranoort.no.sapo.pt
Nossa visita pelo planeta Netuno termina aqui, mas a viagem continua na próxima semana, não perca!!!

Bons Céus à todos!!!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Série Sistema Solar: Urano

Planeta Urano.    Fonte: Wikipedia
Continuemos nossa viagem pelo Sistema Solar, chegamos agora ao planeta Urano...

Urano é o 7° planeta em distância do Sol. Seu nome vem do deus grego que personifica o céu. Observações deste planeta foram feitas desde os fins do século XVII, mas foi confundido como sendo uma estrela, devido a seu lento movimento, quase imperceptível. Somente nos fins do século XVIII, em 1781, que o astrônomo alemão, Willian Hershel (1738-1822) descobriu que se tratava de mais um planeta. Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto na era moderna.

O planeta é gasoso e está, em média, a 3 bilhões de quilômetros do Sol.  O período de translação de Urano é de aproximadamente 84 anos terrestres e o dia lá tem duração um pouco superior a 17 horas. Sua atmosfera é composta basicamente de hidrogênio e hélio, mas contém também o gás metano e água em proporções menores.

O período de translação de Urano é de 84 anos.    Fonte: Wikipedia.org
Os ventos na atmosfera do planeta podem atingir o patamar dos 900km/h. Mas não para ai, a temperatura mínima da atmosfera chega a -224°C, a mais fria atmosfera planetário de todo o Sistema Solar!

Urano, assim como Júpiter e Saturno, também possui um sistema de anéis.

Sistema de anéis do planeta Urano.    Fonte: www.ccvalg.pt
Esse sistema de anéis foi descoberto em 1977. São muito finos, os objetos que constituem os anéis variam de micrômetros a frações de metro de tamanho.

Urano tem 27 satélites naturais conhecidos e foram nomeados segundo obras de William Shakespeare, os principais são Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon.

As 5 principais "luas" de Urano.     Fonte: Wikipedia.org 
O maior dos satélites naturais é Titânia, com apenas 1.576 km de diâmetro aproximadamente.

A principal curiosidade que Urano nos mostra é a posição de seu eixo que se encontra quase que no mesmo plano do Sistema Solar, ou seja como se fosse uma bola rolando em uma órbita! Curioso, não?! E isso traz estações bem esquisitas. No período dos solstícios, os polos passam por um período de 42 anos de escuridão, no caso do inverno, e 42 anos de claridade, no caso do verão!

Urano é visível a olho nu, mas será bem difícil, pois sua magnitude é em torno de +5 a +6, no limite do olho humano que consegue enxergar objetos de até +6,5 magnitudes. Portanto, a melhor saída são os telescópios que com objetivas entre 15 e 23 cm de diâmetro já é possível vê-lo como um pálido disco cinza. Telescópios com aberturas superiores a 25 cm  possibilita a visualização de algumas características de sua atmosfera.

Nossa visita ao interessante planeta Urano termina aqui, mas não se esqueça, semana que vem tem mais!!...

Bons Céus à todos!!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Série Sistema Solar: Saturno

Planeta Saturno fotografado pela sonda Cassini.     Fonte: Wikipedia

A viagem pelo Sistema Solar continua... Saímos de Júpiter e nos direcionamos à Saturno...

Saturno é o sexto planeta em distância do Sol, está a cerca de 1 bilhão e 418 milhões de quilômetros da estrela. Seu nome vem do romano e seu correspondente na mitologia grega é Cronus. Depois de Júpiter, Saturno é o maior planeta do Sistema Solar.

Assim como Júpiter, Saturno é um planeta gasoso, com uma atmosfera  rica em hidrogênio, cerca de 97% da constituição atmosférica. O diâmetro do planeta mede cerca de 120 mil quilômetros na região equatorial.
O planeta leva 29 anos terrestres para completar uma volta ao redor do Sol e o dia lá tem duração de pouco mais de 10 horas.

O planeta é visível a olho nu e sua primeira observação feita por instrumento óptico foi realizada por Galileu Galilei com sua rústica luneta em 1610. Devido a baixa qualidade de seu instrumento ele confundiu os anéis de Saturno como sendo duas imensas luas! Somente em 1659, Huygens observou com clareza os anéis desse planeta.

Saturno tem bandas atmosféricas, como é possível ver na imagem do início do artigo, mas muito pouco nítidas, bem diferente das de Júpiter que são bem visíveis. Mas, diferentemente do anel de Júpiter, os anéis de Saturno são bem visíveis, e belíssimos. Com pequenos instrumentos, já são visíveis.

Anéis de Saturno.   Fonte: Wikipedia
Seu sistema de anéis é formado por partículas de gelo e poeira de tamanhos que variam de milésimos de milímetro a dezenas de metros. Apesar de sua grande extensão, são extremamente finos, não passando de 1,5 quilômetro. Para se ter uma ideia, imaginemos um disco do tamanho de um quarteirão com uma espessura  de um centésimo de milímetro! A melhor visualização dos anéis de saturno é feita quando este está em oposição, observe a imagem abaixo:

Oposições de Saturno no período de 2001-2029.   Fonte: Wikipedia
Vemos os anos em que Saturno nos mostra com total beleza seus anéis.

Assim como Júpiter, o planeta Saturno tem muitos satélites naturais, ao menos 60, os maiores são:  Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hipérion, Jápeto e Febe. Sendo Titã o maior deles, tendo um diâmetro maior do que o planeta Mercúrio!
Titã e Encélado, são de grande interesse para os cientistas, pois possuem água líquida a pouca profundidade, além de metano na atmosfera, semelhante à Terra primitiva.

Nossa visita ao, na minha opinião, o planeta mais belo de todos, termina aqui, mas a viagem não termina... Na próxima semana tem mais!!

Bons Céus!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Série Sistema Solar: Júpiter

Planeta Júpiter.    Fonte: revistadeciframe.com
Continuamos nossa viagem pelo Sistema Solar... E nosso destino de hoje é Júpiter...

Júpiter, nome que corresponde, no grego, ao deus Zeus, o maior e mais poderoso do Olimpo... O planeta faz jus a esse nome, não é mesmo?... É o maior do Sistema Solar, é o quinto em distância do Sol, estando em média a 800 milhões de quilômetros da estrela...

Júpiter tem cerca de 141 mil quilômetros de diâmetro, 11 vezes a Terra,  possui uma massa 2,5 vezes maior que todos os planetas do Sistema Solar juntos! Júpiter é um planeta gasoso - planetas gasosos são chamados também de jovianos - ou seja, não é rochoso como os planetas telúricos ( Terra, Vênus, Marte e Mercúrio), apesar de possuir um núcleo sólido. Sua temperatura média é cerca de -108°C.

Sua atmosfera é composta basicamente de Hidrogênio e Hélio, mas também há amônia, metano em proporções bem pequenas. Sua atmosfera é bem turbulenta, os ventos por lá atingem o patamar de 600km/h!

Uma anomalia bem conhecida de sua atmosfera é a Grande Nuvem Vermelha:

Grande Mancha Vermelha em Júpiter.   Fonte: imperiumsolis.blogspot.com
Os ventos nessa tempestade atingem cerca de 500km/h. Ela está lá a muito tempo, datado desde do século XVII. Além da idade, impressiona as dimensões, possui em torno de duas vezes o tamanho da Terra!

Júpiter tem um dia bem curto, em torno de 10 horas e um ano lá, corresponde a cerca de 12 anos terrestres.

O maior planeta do Sistema Solar tem 63 satélites naturais confirmados. Uma boa parte, cerca de 47, são bem pequenos, com diâmetro da ordem de 10km de diâmetro. Os maiores, e conhecidos, são: Ganimedes, Calisto, Io e Europa. Há um destaque maior para Ganimedes, pois ele é o maior satélite de todo Sistema Solar, é maior até mesmo do que Mercúrio! Essas quatro "luas" são também chamadas de galileanas, pois foram vistas pela primeira vez por Galileu Galilei em 1610.

Maiores satélites de Júpiter sendo comparados com o diâmetro da nossa Lua.
Fonte: obaricentrodamente.blogspot.com 
Esses satélites têm características interessantes e importantes para a ciência. Além da singularidade de Ganimedes, Io é um dos poucos corpos do Sistema Solar que possui atividade vulcânica e é bem provável que haja oceanos líquidos especialmente em Europa.

 As belezas desse planeta não param por ai. Poucos sabem é que Júpiter também tem anéis! Claro que são invisíveis para nós aqui na Terra, porque são muito finos e tênues. Provavelmente são fruto de poeiras vindas de seus satélites.

Silhueta dos anéis de Júpiter fotografada pela sonda Galileo.
Fonte: wikipedia.org
Várias sondas já foram enviadas ao planeta ou passaram por lá nas últimas décadas. Destaque para as Voyager e para a sonda Galileo (imagem acima foi feita à partir dela). Para o futuro, em 2016 a sonda Juno, que foi lançada em 2011, deve chegar em Júpiter. Espera-se que ela dê muitas informações da atmosfera do gigante gasoso.

Para quem gosta de observar o céu, Júpiter é visível a olho nu. Mas com pequenos binóculos já é possível distinguir os seus 4 maiores satélites. Bons Céus!

Nossa visita ao gigante gasoso termina aqui, mas a viagem continua... Não perca!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Série Sistema Solar: Marte

                                                                                        Fonte: wikipedia.org
Continuamos nossa viagem pelo nosso Sistema Solar, saímos da Terra e vamos em direção à Marte, nosso vizinho mais externo...

O nome desse planeta vem do deus latino, Marte, o deus da guerra, seu correspondente na mitologia grega é Ares. Sua distância média ao Sol é de cerca 228 milhões de quilômetros. A distância do planeta à Terra varia de 60 milhões de quilômetros a cerca de 360 milhões de quilômetros. É o último planeta telúrico ( planeta telúrico é o mesmo que rochoso).

Marte tem algumas semelhanças com a Terra, por exemplo, o dia lá tem quase a mesma duração e também tem quatro estações, mas o ano dura quase 2 anos terrestres, são cerca de 686 dias. A sua atmosfera tem uma constituição bem diferente, cerca de 97% é constituída de dióxido de carbono, 2,7% de nitrogênio e pouquíssimo oxigênio, cerca de 0,2%. O restante são gases diversos. A temperatura na superfície do planeta varia de -90°C a 30°C.

O Planeta Vermelho tem aproximadamente a metade do diâmetro da Terra, por volta de 6.792 km.

Comparação entre a Terra e Marte. Fonte: Wikipedia.org
E o nome Planeta Vermelho? Esse nome vem do fato de que Marte tem uma superfície avermelhada-alaranjada, como podemos ver. Essa cor característica do solo marciano vem da presença do óxido de ferro, nada mais que ferrugem, presente em minerais como hematita. Outra característica da superfície desse planeta são as grandes planícies, mas há muitas crateras, vales e montes. A maior elevação do Sistema Solar é de lá, o chamado Monte Olimpo que tem cerca de 25 km da base ao topo. Para ter uma ideia, a maior elevação da Terra é o monte Everest com quase 9 km de altura, ou seja, o "montinho" de nosso planeta é quase 3 vezes menor do que a "casa dos deuses" lá de Marte. Impressionante, não?!

Marte tem dois satélites naturais: Fobos e Deimos (em grego, Medo e Terror, filhos do deus Ares). São bem pequenos, da ordem de 20 km de diâmetro, eles têm uma forma irregular, semelhante a uma batata. Provavelmente são asteroides capturados pela gravidade do planeta.


As duas "luas" de Marte. Fonte: blog.educacaoadventista.org.br

Marte é de grande interesse de estudos desde um bom tempo atrás. O envio, ou somente tentativas, de sondas para investigar o planeta vem desde o primeiro ano da década de 70. Mas a que chegou com sucesso à superfície marciana foi a sonda norte-americana Viking I que pousou no solo em 1976. De lá pra cá, diversas sondas foram enviadas à Marte, a mais recente pousou por lá em agosto de 2012, é a Curiosity, que além de nos encantar com belíssimas imagens do planeta vermelho, concede muitos dados cruciais para estudos científicos.

Foto tirada pela própria sonda Curiosity em solo marciano. Fonte: nasa.gov

Mas logo, ou nem tanto assim, o humano deve pisar em Marte. É muito provável que essa façanha seja feita por volta da década de 2030. Mas existe uma empresa holandesa, a Mars One, que quer levar humanos ao planeta um pouco mais cedo, por volta de 2023, e você pode fazer sua inscrição... serão 7 anos de treinamento para uma equipe de 40 pessoas. Mas um detalhe, a viagem é só de ida! Isso mesmo, quem quiser conhecer Marte de perto, terá que ficar por lá mesmo.

Nossa viagem pelo Planeta Vermelho termina aqui, é o final de uma visita, mas a grande viagem pelo Sistema Solar continua na próxima semana... Não perca.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Série Sistema Solar: Terra

Seguimos viagem pelo Sistema Solar, já visitamos Mercúrio e Vênus, agora chegamos ao planeta Terra, nossa querida casa...

Terra é o nome de uma deusa romana, esposa do Céu, e nossa casa. Nosso planeta se encontra a aproximadamente 150 milhões de quilômetros do Sol, tem um diâmetro de 12.756 km. Sua formação é datada de cerca de 4,5 bilhões de anos atrás quando o Sistema Solar estava em formação.
Nosso planeta é o mais denso, é o maior dos 4 planetas telúricos (planetas rochosos são chamados de telúricos) e o 5° maior dos 8 planetas do sistema solar.

Planetas telúricos ( rochosos) em ordem de distância do Sol: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

A Terra leva 365 dias aproximadamente para completar uma volta ao redor de nossa estrela e 24 horas para girar ao redor de si mesma, gerando os dias e noites. A Terra mergulha no espaço com uma velocidade de 30km/s, são cerca de 107.000km/h !

A atmosfera do planeta é basicamente constituída de nitrogênio, cerca de 78%, há também o importante oxigênio que compõe 21%, e o 1% restante é constituído de gás carbônico e outros gases. Uma curiosidade é que a aparência azulada da atmosfera é devido a grande presença de nitrogênio.

Nossa atmosfera é uma grande responsável pela manutenção de vida aqui na Terra, graças à ela temos uma temperatura média em agradáveis 15°C, se não fosse isso a temperatura média ficaria em torno de -15°C. Como todos sabemos, o efeito estufa retém parte do calor que recebemos do Sol, o gás carbônico é o principal agente, mas com o crescente aumento de liberação desse gás na atmosfera por meio do uso intenso de combustíveis fósseis, o efeito estufa está sendo intensificado e o aumento gradual da temperatura global já está sendo observado. O aquecimento global é um dos principais desafios para a humanidade.

Além disso, a Terra poderia ser chamada de planeta Água, e com razão, cerca de 70% da superfície é coberta por água. Para se ter uma ideia da imensa quantidade desse líquido tão precioso, se toda a superfície terrestre ( a crosta terrestre) fosse aplainada, nivelada, os oceanos cobririam tudo e formaria um só oceano com 400 m de profundidade! Mas somente uma ínfima parte dessa água é doce, sendo que dessa fração, uma outra pequena parte está à disposição para uso humano, presente nos rios.

Não poderíamos deixar de falar de nossa querida Lua, que gira ao redor de nosso planeta...



Segundo teorias, a Lua surgiu quase que na mesma época da Terra. A hipótese mais aceita é que um imenso  objeto, do tamanho de Marte, tenha colidido com a Terra e ejetado uma parte da matéria de nosso planeta, formando a Lua. Seu diâmetro é de 3.474 km e está a uma distância de cerca de 384.000 km da Terra e leva cerca de 27 dias para completar um revolução ( "translação" da Lua ao redor da Terra). Nosso satélite natural não tem atmosfera ( portanto sem efeito estufa), o que causa uma diferença de temperatura muito grande em sua superfície na ordem de 100°C de dia e -175°C à noite!

Mas além de embelezar nossas noites, ela influencia a Terra muito mais do que pensamos. 
As marés são resultado dessa interação que há entre esses dois corpos celestes. Mas além disso ela faz "atrasar" o período de rotação da Terra, a cerca de 400 milhões de anos atrás os seres que aqui habitavam viviam em dias com 22 horas de duração!

Uma curiosidade de nosso belo satélite natural é que ela se afasta da Terra cerca de 38 milímetros a cada ano, parece pouco, mas em longos períodos de ordem de milhões de anos, o afastamento chega a vários quilômetros, podemos até perdê-lo!

Portanto a Lua mantém estáveis diversas dinâmicas da Terra.


Nossa viagem pelo Planeta Terra termina aqui e nos dirigimos para o próximo destino, não percam!!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Série Sistema Solar: Vênus

Nossa viagem pelo Sistema Solar continua, saímos de Mercúrio e agora nos encontramos em Vênus...



Muito conhecido como Estrela D'alva aqui no Brasil, por se apresentar antes do amanhecer e antes do anoitecer, mas como sabemos não é uma estrela e sim um planeta chamado Vênus.
Seu nome é latino e tem correspondência no grego como Afrodite, a deusa do amor, da beleza... Está a cerca de 108 milhões de quilômetros do Sol, é o segundo em distância a estrela, é o planeta mais brilhante visto aqui da Terra.
Enquanto Mercúrio é bem pequeno (2/5 do tamanho da Terra), Vênus é comparável ao nosso planeta, tendo apenas 650 km de diâmetro a menos.


Além do tamanho, Vênus é muito semelhante à Terra em composição química e massa. Mas algo é bastante diferente, sua atmosfera extremamente densa. Ela é composta por cerca de 97% de gás carbônico e os outros 3% é praticamente nitrogênio, a atmosfera que além de gerar uma pressão atmosférica cerca de 100 vezes maior do que a da Terra, faz a temperatura chegar a impressionantes 460°C devido ao super efeito estufa. Temperatura maior até do que Mercúrio! Suas nuvens são formadas por diversas substâncias, uma delas é o ácido sulfúrico. Devido a essa espessa atmosfera sua superfície só pode ser visualizada por radar.

Vênus guarda outras características bastante diferentes, por exemplo, seu movimento de rotação é oposto ao dos outros planetas, ou seja, enquanto na Terra o Sol nasce a leste e se põe a oeste, lá o Sol nasce a oeste e se põe a leste! Como se não bastasse essa esquisitice, é o único planeta em que o período de rotação (243 dias) dura mais do que o período de translação (225 dias). O dia em Vênus é maior que o ano!

Assim como Mercúrio, o planeta Vênus, por estar entre o Sol e a Terra, atravessa o disco solar em determinados momentos da história.


Esse fato ocorre aos pares com 8 anos entre cada acontecimento, em um período de cerca de 105 a 120 anos aproximadamente. Nesse século XXI o último acontecimento foi no ano passado, 2012, que fez parte do par 2004-2012. Os últimos trânsitos aconteceram nos finais do século XIX, em 1874-1882. Os próximos trânsitos serão no século XXII e acontecerão em 2117 e 2125.

Esse bonito e brilhante planeta pode ser visualizado por pequenas lunetas, telescópios, binóculos, no qual podemos observar suas fases, ou dependendo da abertura do instrumento, mais detalhadamente sua atmosfera.

Nossa viagem por Vênus termina aqui... Mas no próximo post vamos continuar essa viagem pelo belo Sistema Solar. Não percam!!!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Série Sistema Solar: Mercúrio

Em nossa viagem pelo sistema solar o destino de hoje é Mercúrio...


Este planeta está a aproximadamente 58 milhões de quilômetros do Sol, é o mais próximo do astro rei e também o menor de todos os planetas tendo apenas 60% do tamanho da terra. O nome Mercúrio vem do deus grego Hermes, filho de Zeus.

Ele tem uma atmosfera muito tênue, constituída por oxigênio, hidrogênio, sódio, potássio. Sua aparência é semelhante ao da Lua, cheio de crateras resultantes de choques de meteoritos, a maior das crateras é a chamada Bacia Caloris com cerca de 1.300 km de diâmetro proveniente de um impacto muito violento que até expulsou parte do manto do planeta.
Uma peculiaridade do planeta é sua variação de temperatura. que por sinal é a maior do sistema solar, as temperaturas oscilam entre -170°C na parte escura e  430°C na parte iluminada. Impressionante, não é?!!!
Em relação aos seus movimentos: sua translação ao redor do Sol dura 88 dias terrestres e sua rotação é de 59 dias terrestres.

Mercúrio é um planeta interior o que resulta na possibilidade de transitar em frente ao Sol. Esses "desfiles" do planeta frente a estrela ocorrem de 13 a 14 vezes a cada século e nos meses de maio ou novembro.

 A última passagem dele foi em 8 de novembro de 2006 e o próxima é daqui a 3 anos, em 9 de maio de 2016 e será visível completamente aqui da América do Sul, aguardem...


Nossa visita a Mercúrio termina agora, mas aguardem a próxima viagem pelo sistema solar...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Série Sistema Solar: O Sol

Olá a todos, iniciamos agora a nossa viagem pelo sistema solar. A cada semana iremos conhecer mais detalhadamente cada astro importante em nosso sistema. Boa viagem!!!



Ele já foi chamado de Hélio pelos gregos, Mitras pelos persas e Rá pelos egípcios, na viagem de hoje visitaremos o Sol, nosso astro rei.
Dentre todos os astros, o que mais influencia a nossa vida é, sem dúvidas, o querido Sol. Nos traz calor ( e muito, no caso do Brasil  rsrs), e vida a esse pequeno planeta chamado Terra. Como sabemos, na postagem de abertura dessa série, veja aqui, ele é o centro gravitacional do sistema solar. Em torno dele orbitam os outros corpos, é ele que mantém o sistema organizado. Ele tem cerca de 1,4 milhão de km em seu diâmetro equatorial, cerca de 109 Terras cabem em seu diâmetro!! Está a cerca de 150 milhões de km de distância de nós.

Mas na verdade, o que é o Sol? Bem, como a maioria sabe, ele é uma estrela. E é uma estrela típica, ou seja, das mais comuns do Universo. Portanto, o Sol sendo uma estrela é uma fonte de energia.
E essa energia é imensa! De toda a energia presente aqui na superfície da Terra, 99,98%  é proveniente dela!

E de onde vem toda esse energia colossal? Vem da fusão nuclear! Para quem não sabe, uma breve explicação: fusão nuclear é uma reação a nível do núcleo dos átomos. Essa reação é basicamente o processo de "juntar" núcleos de átomos menores e transformá-los em átomos maiores. No caso das estrelas, em sua grande maioria, os átomos de Hidrogênio são "juntados" para formar um átomo de Hélio. Nesse processo a energia liberada é imensa.

E por que ocorre isso? Bem, o Sol tem uma massa enorme ( muito grande mesmo), tendo, portanto, uma imensa força gravitacional que comprime fortemente sua matéria. Então a temperatura atinge, no núcleo da estrela, cerca de 15 milhões de graus, propiciando a fusão nuclear.

Toda essa energia é levada à superfície do Sol por meio da convecção, que nada mais é do que o movimento dos gases de sobe e desce, o calor sai da região mais quente (núcleo) subindo para a região mais fria (superfície) e descendo novamente, iniciando o ciclo. Ao chegar na sua superfície, essa energia é emitida em todas as direções, agora a emissão da energia se dá na forma de radiação, chegando até nós.
Uma curiosidade, essa energia que você vê do Sol em forma de luz chegando dentro de sua casa, demorou cerca de 1 milhão de anos para sair do núcleo da estrela, essa demora se dá pelo fato da dificuldade que é para essa energia sair de lá, muita matéria comprimida ( que sufoco né?). Uma outra, a luz do sol demora aproximadamente 8 minutos para chegar aqui, ou seja, se o Sol desaparecesse, levaríamos 8 minutos para descobrir.
Nosso Sol é incrível, no futuro vamos aprender muito mais sobre ele.

Gostou? Comente!
Aguarde os nossos próximos episódios, não perca!!! Nossa viagem só está começando...

quarta-feira, 20 de março de 2013

As Estações do Ano



Hoje, 20/03, iniciou às 8:02 da manhã o outono aqui no Hemisfério Sul e a pergunta é: Você sabe por quê há as estações do ano? Se não, leia este post, mas se sim, leia também ;) .

Para entendermos como acontecem as estações do ano, precisamos entender a dinâmica dos movimentos da Terra ao redor do Sol, pois estão intimamente ligados. Vejam a imagem abaixo:


Vemos nesta imagem o Eixo de rotação da Terra e o Plano da Eclíptica que é um plano imaginário da órbita da Terra ao redor do sol.



O Equador forma um ângulo de 23,5° aproximadamente em relação ao plano da eclíptica, ou seja, é inclinado, que se mantém durante toda a sua órbita.



Pela imagem acima vemos que ao longo do ano essa inclinação da Terra em relação ao plano de sua órbita (eclíptica) causa uma varição de luminosidade que atinge a Terra em diferentes localidades. Essa variação de luminosidade que gera os Solstícios e Equinócios, as estações do ano.



Nessa representação acima mostra perfeitamente o que foi dito anteriormente. Por exemplo, tomemos como referência o Hemisfério Sul, no dia 21/12 é o início do verão deste hemisfério, a luz do sol incide em ângulo reto ao Trópico de Capricórnio, o sol fica a pino, portanto esquenta mais e é o dia mais longo do ano. Nesse mesmo período no Hemisfério Norte, acontece o oposto, é inverno e os raios do sol estão mais inclinados, portanto ficando mais frio e é o dia de menor duração do ano. São os Solstícios de inverno e de verão ( solstício vem do latim solstitium que significa Sol parado). Quando é inverno no Hemisfério Sul, o Sol fica a pino no Trópico de Câncer.

Além disso, existem as estações que fazem esta transição, são os Equinócios ( palavra de origem latina que significa noites de iguais duração). Nessas duas épocas do ano, 20 ou 21/03 e  22/09, o Sol incide com mais intensidade na região da linha do Equador, ou seja, os raios solares ficam em ângulo reto no equador, o sol fica a pino ali. Nos exatos dias dos equinócios, a noite e o dia claro têm a mesma duração de 12 horas. Da mesma forma que acontece nos solstícios, essas estações se alternam nos hemisférios. Enquanto um é Outono, no outro é Primavera.

Aproveitem o outono e deixem seus comentários ai embaixo!

Abraços.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Sistema Solar


Vamos iniciar a partir dessa postagem uma viagem a todos os principais objetos do Sistema Solar, falando sobre suas principais características e curiosidades. Fique ligado!

Hoje vamos falar sobre todo o conjunto desses astros: o Sistema Solar.

O nosso Sistema Solar abrange não somente o sol e planetas, mas muito mais que isso, abrange também cometas, asteróides, planetóides, satélites naturais.
Como sabemos, no Universo a distribuição de objetos e suas hierarquias são regidas basicamente pela força gravitacional. Portanto, como o sol é muito grande e contém uma massa imensa, ele é o foco principal de atração, reunindo em torno de si vários corpos ( o sol concentra 99,86% da massa de todo o sistema solar!).

Uma curiosidade interessante é que os astros ao redor do sol não orbitam exatamente o centro da estrela, mas sim o chamado Centro de Massa que está a . Isso acontece porque o Sol não está sozinho, mas existem diversos outros astros o orbitando, o principal astro que faz "arrancar" do centro do Sol o centro de massa é Júpiter, por ter uma massa muito grande também. A imagem abaixo representa bem claro esse fenômeno:

O centro de massa (representado pela cruz na imagem).

Mas o centro de massa do sistema solar não está fica fixo em um único lugar, ele varia de posição ao longo dos anos, veja:
Posições do centro de massa do sistema solar ao longo de algumas décadas.


Outra característica do importante é que as órbitas dos planetas e o equador celeste estão aproximadamente no mesmo plano. As órbitas são, também, quase circulares.


Ref. Introdução Astronomia e Astrofísica - INPE


Não perca as próximas postagens! Deixe aí seus comentários! Abraços.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A origem da Semana

   Estamos tão envolvidos em nossas atividades do dia-a-dia que nem percebemos o tempo passar. E muito menos pensar na origem de algo tão costumeiro, a semana. De onde surgiu a semana? Vamos lá!

   Para começar, a palavra semana vem do latim septmana, que significa sete manhãs, era usado na Antiga Roma. O conceito de semana com 7 dias veio da duração de cada período lunar marcante ou da adoração aos sete astros errantes (o sol, lua e os planetas) pelos babilônios.
   O domingo era dedicado ao Sol, a segunda-feira à Lua, a terça à Marte, quarta à Mercúrio, quinta à Júpiter, sexta à Vênus e sábado a Saturno. Diversas línguas modernas como o espanhol, inglês, francês e alemão, utilizam como base o nome destes astros em latim para nomear os dias da semana: Solis, Lunae, Martis, Mercurie, Jovis, Veneris e Saturni.
   A língua portuguesa não seguiu essas denominações pela influência do cristianismo. As comemorações da Páscoa Cristã, originalmente, duravam uma semana de orações. Os dias da Páscoa eram chamados feriaes em latim, significa feriados. O domingo era chamado de feria-prima, a segunda era feria-segunda e assim por diante. O sábado vem da palavra latina Shabbath, que corresponde ao dia de descanso dos Hebreus. A denominação domingo usada pelos povos latinos se origina da substituição de feria-prima por dominica, imposta pelo imperador Flávio Constantino (280-337 d.C.), o que significa " o dia do Senhor", quando houve a conversão do imperador ao cristianismo.

Gostou, deixe seus comentários ai!!!
Até a próxima, abraços!



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O que são as Constelações?

Constelação de órion

Constelações, sabe o que são?
Se sua resposta é não, é preciso aprender, pois é um conceito básico da Astronomia. Se você já sabe, leia também ;)

Uma constelação é uma simples configuração, um "desenho" projetado no céu, formado por linhas imaginárias conectando estrelas visíveis. Esses "desenhos" são associados a objetos, heróis, deuses dos povos que imaginaram esses conjuntos de estrelas.
A palavra constelação tem origem na palavra latina constellatio que significa "reunião de astros". No entanto, quando dizemos união de astros, não quer dizer que as estrelas de uma constelação estejam próximas umas às outras, ou interagindo gravitacionalmente, na grande maioria elas estão muito distantes entre si.
As 48 constelações clássicas foram reunidas por Ptolomeu em 137 d.C. Parte dessas constelações simboliza estórias e mitologias vindas dos povos da antiguidade, como os da Mesopotâmia e Egito. Em 1929, a União Astronômica Internacional (UAI) estabeleceu uma cartografia completa do céu contendo 88 constelações no total.
As 40 acrescentadas na era moderna foram definidas na época das grandes navegações. Simbolizavam animais do "novo mundo" e objetos usados na navegação oceânica. Portanto essas constelações mais recentes situam-se no nosso hemisfério, o Sul.

O céu noturno do hemisfério sul



Deixem comentários!!! Até a próxima pessoal.







quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Características Mais Importantes de um Telescópio



Bem pessoal, na postagem anterior falamos sobre os dois principais tipos de telescópios, o refrator e refletor. Nesse post vamos valor sobre algumas características básicas sobre a óptica que é bom saber, principalmente se você planeja comprar um desses. Vamos lá!

Os telescópios, tanto o refrator quanto o refletor, têm características relevantes:

AUMENTO

 Aumento é a capacidade que esses equipamentos têm em aumentar o diâmetro angular dos astros, fazendo com que elas pareçam estar mais próximos.




ABERTURA DA OBJETIVA

Uma característica importantíssima é a abertura do telescópio, que nada mais é que o diâmetro da lente objetiva ( no caso dos telescópios refratores) ou do espelho primário ( no caso dos telescópios refletores). Como dissemos, o telescópio é dotado de uma lente ou espelho que coleta a luz do astro para depois aumentá-la, logicamente, quanto maior a abertura, mais luz é coletada. É aqui que temos um ponto chave, pois disso que saem outras características de grande importância, vejamos:

Poder Separador - é a capacidade que um telescópio tem de separar objetos angularmente muito próximos. Explicando melhor, se você desenhar dois pontos próximos em uma folha de papel e for afastando ele de você até que não é possível mais distinguir os dois pontos, vendo somente como se fosse um ponto, eles estão a uma distância angular de 2'' de arco ( dois minutos de arco) que é o limite do olho humano de separar objetos. Isso acontece com telescópios também, diâmetros maiores implicam em poder de separação maior, uma resolução maior.

Essas estrelas, a olho nu, são vistas como uma única, porque extrapolam o limite do poder separador do olho humano. Mas com um telescópio, é possível separá-las angularmente, ou seja, veríamos duas estrelas.

Magnitude Limite - magnitude, em uma explicação simplista, é o brilho de um astro. Magnitude positiva ( por exemplo, 2,10,11) são objetos que emitem pouca luminosidade, magnitude negativa ( -1,-10,-6) são astros que são muito claros como o sol, lua, a maioria dos planetas. Então, magnitude limite pode ser definida como o menor brilho possível de ser observado. É uma característica ligada também à abertura do telescópio. Nosso olho, por exemplo, consegue ver astros de até a magnitude 6, abaixo disso é invisível para nós. A título de curiosidade, a lua cheia tem uma magnitude de cerca de -12, o sol cerca de -26. É muito claro.


Pessoal, espero que tenha sido esclarecedor para todos. Um telescópio têm essas características, que são, na minha opinião, as mais importantes, que todos têm que saber, principalmente na hora de comprar um telescópio. Futuramente, postarei outras características, não menos importantes, desse instrumentos, e também de acessórios indispensáveis.

Deixem seus comentários!!!
Abraços.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Principais Tipos de Telescópios

A beleza da Astronomia é impressionante, e para aprofundarmos (literalmente) nesse maravilhoso mundo nada melhor do que observar o céu com um telescópio. Muitos não sabem, ou têm poucas informações, sobre esse instrumento. Então vamos lá!

Telescópio é um aparelho que faz com que a imagem de objetos distantes sejam ampliados. Ele é constituído de uma lente (ou espelho primário) na parte superior de um tubo (ou no fundo, no caso dos refletores), que se chama Objetiva, e uma lente menor na parte inferior onde se posiciona o olho, que se chama Ocular.

O telescópio surgiu no início do século XVII na Europa por um fabricante de lentes para melhor visualização de óperas. Mas somente foi utilizado para a função convencional por Galileu em 1610, que construiu o seu próprio. Ele utilizou o modelo refrator, bem rudimentar.

Basicamente podemos dividir em dois grupos, os telescópios REFRATORES e telescópios REFLETORES.

TELESCÓPIOS REFRATORES

Esse tipo de telescópio se utiliza da refração da luz por meio de lentes ( daí o seu nome). Sua objetiva é uma lente que recebe a luz do astro observado, converge (concentra) essa luz em um ponto, que se chama foco, e, por sua vez, a ocular desempenha seu papel, aumentando essa imagem.
Esquema da organização dos componentes da óptica em um telescópio refrator.

Esse tipo de telescópio também é chamado de luneta. Infelizmente esse tipo de telescópio apresenta a chamada Aberração Cromática. Esse efeito indesejável é gerado pela refração da luz. A luz branca é constituída de diferentes cores, e cada cor tem um foco diferente, gerando uma imagem com um "arco-íris" ao redor do astro observado. Isso destroi a qualidade de imagem. Veja abaixo esse efeito:
Aberração cromática.

Contudo, para minimizar esse efeito, é utilizada objetivas acromáticas. Esse tipo de lente é constituída não por uma única, mas por duas ou mais lentes acopladas para corrigir a diferença de foco de cada cor.

Uma grande vantagem desse telescópio é a rigidez da estrutura, os componentes ópticos não desalinham facilmente, além de não sofrerem com a diferença de densidade do ar no tubo, o que causa distorções na imagem no telescópio refletor.

TELESCÓPIOS REFLETORES

Já os telescópios refletores se diferem dos refratores basicamente pela substituição da lente objetiva, por um ESPELHO ( daí o nome "refletor"), chamado espelho primário. Esse modelo do instrumento foi concebido por Newton em 1668, uma opção para se conseguir maiores aberturas e sem a temível aberração cromática, pois nesse tipo de telescópio não há refração da luz, e sim reflexão.


Telescópio Refletor

O modelo básico, chamado de Newtoniano, é constituído pelo espelho primário parabólico ou esférico ( essas duas formas de superfície é que fazem com que a luz se concentre em um foco) no fundo do tubo. Ele recebe a luz do astro e converge em direção a um outro espelho plano, chamado de secundário, que reflete perpendicularmente ao tubo, ou seja, a luz sai por um furo lateral na parte superior do tubo. É nesse ponto que se posiciona a lente ocular, e onde a imagem final é gerada.

Uma grande vantagem é não termos a aberração esférica, além de ser mais fácil a construção de um espelho e obter maiores diâmetros ( quanto maior o diâmetro, mais luz recebe, gerando um imagem melhor). Um ponto negativo é a facilidade de desalinhar os componentes desse sistema.


No próximo post, detalharemos sobre os telesópios refletores.

Deixem seus comentários. Abraço à todos.








quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Astronomia Básica: Heliocentrismo

Nesse post o assunto é Heliocentrismo. Para começar, a palavra pode ser dividida para melhor entendimento de seu significado: HELIO significa "sol" e CENTRISMO significa "centro", portanto o sol no centro. Esse modelo é a oposição ao Geocentrismo ( explicado no post anterior), que perdurou por cerca de 14 séculos. O pai deste modelo, e considerado o pai da astronomia moderna, é Nicolau Copérnico (1453-1543), que por volta do ano de 1514 divulgou o modelo matemático que apoia que a Terra não é o centro, mas sim o sol, portanto, todos os planetas girariam em torno dele:
Modelo Heliocêntrico - O sol agora passa a ser considerado o centro do Sistema Solar

Explicando melhor, o sol se encontra no centro, a Terra, sendo orbitada pela Lua, girava em seu próprio eixo e juntamente com os outros planetas, descrevem órbitas circulares ao redor do "astro rei".
Tirando, então, a visão humanista da época, ou seja, o homem já não seria o centro do universo. A Igreja o rejeitou com veemência, pois o modelo era contrário à Bíblia, além de secundarizar Deus. Mas com o tempo surgiram muitos adeptos e pessoas renomadas aprimoraram o modelo como Tycho Brahe, Johannes Kepler e Galileu Galilei.

Vocês podem consultar outros sites para melhor entendimento, recomendo este:

Abraços!!! Não deixem de comentar e sugerir, criticar...



Astro Notícias



Nessa sexta-feira, 15/02/2013, teremos um visitante incrível. O asteroide batizado de 2012 DA14 de 140 toneladas e 60 metros de comprimento vai passar muito, mas muito próximo da Terra ( pelo menos na visão astronômica) cerca de 27 mil quilômetros, ou seja, abaixo da órbita geoestacionária que é de entorno dos 40 mil km, sua velocidade será de impressionantes 28 mil km/h. A aproximação acontecerá por volta das 17:25 hrs ( horário de Brasília). Infelizmente não será visível a vista desarmada, e somente astrônomos experientes podem realizar essa façanha munidos de telescópios de grande abertura.

Mais informações em: http://www.apolo11.com/.

Bons Céus!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...